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Diário: Pensamento distante

Eu já estava no meu terceiro cigarro seguido, novamente está era mais uma noite chuvosa, estava frio e tudo parece tão morto lá fora, inclusive eu mesmo.

Me sentei no sofá e comecei a pensar em coisas que eu não queria, mais que me perturbavam demais. Era estranho notar que aquele muro feito em volta dos meus sentimentos estava completamente ali no chão agora. É como se todos os meus esforços tivessem sido quebrado por ela, eu realmente não queria isso agora, eu lutei tanto para me proteger disto, de evitar sofrimentos e pensamentos sobre isso tudo.

Agora parece que minha mente só quer saber de pensar nela, é inevitável, mas eu queria evitar, eu troco o dia pela noite, um cigarro atrás do outro e não tem como evitar que o mundo se vá com eles, mas talvez é disso que eu preciso. Me levantei para pegar um café, enquanto eu lavava minha caneca, novamente me lembrei dela, quando estava aqui em casa, ficava me olhando enquanto eu lavava a louça, era tão estranho, mas era bom, e enquanto eu olhava de volta, ela dava um sorriso bobo, que eu por sinal, adorava.

Após preparar meu café, sentei para ler um pouco, e nem isso eu consigui fazer direito, no meio da leitura, eu tentava separar meus pensamentos em duas vertentes, para que eu pudesse assimilar o que eu estava lendo. Porém novamente ela voltava a invadir meus pensamentos, eu não sabia mais o que fazer, ela realmente dominou meus pensamentos, desmoronou meu muro o levando as cinzas, transformando o que antes era puro ódio de si mesmo, em uma calmaria e romantismo inigualável. E até mesmo na hora de dormir, ou enquanto eu durmo, só estava ela na minha mente e mais ninguém, eu não conseguia pensar direito nem em mim mesmo.

Balanço a cabeça em desgosto para mim mesmo. Não é bem um desgosto, mas talvez um medo de me envolver demais, de me magoar demais um dia, ou até mesmo de amar demais
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Coringa: Ápice de loucura

Olha que chato, estou tão disperso depois dessa noite... Ei, crianças, acordem. Titio tem que fazer uma coisa antes de ir embora. "O que vocês fez com a gente? Está doendo!" Mas que criança chorosa, olha garota, pare de chorar, pare, você vai chamar a atenção dele, os vizinhos vão saber o que fiz aqui, então pare, somente pare de chorar. PARE! Você está me deixando maluco, eu não fiz nada, exatamente nada com vocês, mas ele fez, aquele homem de roupas negras, ele é mal crianças, eu deixarei vocês irem embora, eu deixo... Mas vocês precisam achar o homem mal, ele sim fez coisas horríveis com vocês. "Por que você não nos defendeu então?" Por que eu trabalho pra ele garoto, eu trabalho. Quem está aqui? Tem alguém aqui, eu sei que tem... É ele, eu preciso correr, ele vai me pegar. "Não tem ninguém aqui" Cale a boca garota, cale a boca, eu não estou bem, eu não estou. Eu preciso ir, preciso. Vamos me dêem um beijo, beijem minha cicatriz. Isso mesmo crianças, titio precisa ir.

Eu estou ficando louco, eu juro que tem alguém aqui, eu tenho certeza, quem apagou a luz? Mas que merda, está tudo tão escuro, cade meu baralho? Eu preciso do meu baralho. "Fique calmo, eu estou com você" Quem está ai? Quem está falando comigo? Eu não posso estar ficando louco. "Sou eu, o seu baralho" Não, PARE DE ME ENGANAR, eu sei que você está ai, o homem morcego, APAREÇA. "Por que esse desespero pelo homem morcego?" Não, cale a boca, eu sei que é você. Está tudo tão escuro, cade a luz? Eu preciso de luz, cade? Por favor, saia daqui morcego, afaste-se de mim. "NÃO TEM NINGUÉM AQUI"  que voz é essa? Que tipo de monstro tem uma voz assim? "Você é louco Coringa, louco, louco." Calem a boca, eu já não estou mais aguentando, EU NÃO SOU LOUCO. Parem de me confundir, isso é tudo culpa do homem morcego, é tudo culpa dele, só pode ser ele. "Cale a boca seu verme." Por favor garota, não faça isso comigo, a culpa não foi minha. Titio ama vocês, eu amo vocês. Eles me odeiam, eles me odeiam, me chamam de louco, me acusam de ser pedófilo, eu não sou, eu sei que não sou, PORQUE ACHAM QUE EU SOU? "Não ouça eles, escute somente a mim" Pelo menos o meu baralho está comigo, eu acho que realmente estou louco, eu não queria ter feito aquilo com as crianças, eu não queria, isso é tudo tão, tão superficial, o morcego é um mentiroso, ele manipulou as crianças para fazerem isso comigo, ele é um MONSTRO.

"Ei, pare de barulho, tome seu remédio e vai dormir!" Finalmente, eu não sou louco, eu não sou, meus remédios, finalmente as vozes vão parar, isso é um alivio.


Coringa: Insanidade quase perfeita!

Oi, como vai você? Eu não estou nada bem, estou aqui apenas para relatar mais uma história, sabe uma história muito, mais muito sem graça. Bem, pelo menos pra vocês, por que não é nada bonitinho, com romance ou coisas legais. Ah, vocês não sabem quem eu sou? Deixe-me dizer claramente, óbvio que eu tenho um nome, mas... Eu prefiro os apelidos, quando eu era criança, me chamavam de "O monstro do parquinho". Não, é brincadeira, ninguém tem um apelido desses quando criança. No máximo na minha infância eu estava dentro de um quarto escuro que fedia a merda e um cara que eu chamava de padrasto passava a mão em mim e bem, o resto vocês já sabem, ou não... Mas não é bem isso que quero contar crianças, hoje a história tem tudo haver com INSANIDADE.

Eu diria que não há mocinhos nessa história, por que eles tem sempre que se FODEREM. Não estou com raiva, calma. Vamos começar a história!

Eu estava caminhando tranquilamente por beco escuros lá na cidade e sabe o que eu vi crianças? Não, claro que não, ninguém saberia o que seria uma japonesa de boceta transversal. O que? Se assustaram crianças? Estou apenas brincando, o que eu vi lá foi a porta de uma saída de incêndio aberta, e adivinha de onde era essa porta crianças? Isso mesmo, do orfanato de vocês. E adivinhem o que eu fiz com a titia da África que cuidava de vocês a noite? Espera, não to entendendo vocês, acho melhor eu tirar essa fita da boca de vocês. O melhor, deixa assim mesmo, vocês falam muito. Continuando crianças, eu simplesmente deixei a boca dela igual a minha. Vocês querem saber como eu ganhei essa cicatriz nos lábios? Vou tirar a fita de vocês agora e mostrar, mas se fizerem barulho, eu arranco o lábio de vocês.

"O que você vai fazer com a gente?" Meu Deus, mas que criança curiosa, depois que eu contar minha história, vocês saberão o que farei com vocês. Quando eu era adolescente, eu tinha me libertado de todo aquele sofrimento com meu padrasto, e aposto como vocês não sabem como é isso, por que vocês são órfãos. Continuando, eu comecei a me drogar, coisa que vocês farão futuramente ao se lembrarem da noite de hoje crianças, e me envolvendo com drogas conheci muita gente perigosa, e lá eu conheci um garoto que se dizia ser meu amigo, nunca confiem em ninguém crianças, e na terceira vez que fiquei lhe devendo dinheiro pelas drogas, ele queimou minha boca depois ter feito muita gente abusar de mim, triste não é crianças? Minha boca foi queimada com ferro quente, cigarros, um isqueiro e um pouco de cera quente, vejam como a cicatriz é bonita, vejam crianças e agora me dêem um beijo, isso que eu chamo de insanidade crianças. Já descobriram o que farei com vocês? Depois desse remédio que darei a vocês dois, eu posso deixar claro que vocês descobrirão quando acordarem. Durma bem, crianças!
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