Diário: Pensamento distante
Eu já estava no meu terceiro cigarro seguido, novamente está era mais uma noite chuvosa, estava frio e tudo parece tão morto lá fora, inclusive eu mesmo.Me sentei no sofá e comecei a pensar em coisas que eu não queria, mais que me perturbavam demais. Era estranho notar que aquele muro feito em volta dos meus sentimentos estava completamente ali no chão agora. É como se todos os meus esforços tivessem sido quebrado por ela, eu realmente não queria isso agora, eu lutei tanto para me proteger disto, de evitar sofrimentos e pensamentos sobre isso tudo.
Agora parece que minha mente só quer saber de pensar nela, é inevitável, mas eu queria evitar, eu troco o dia pela noite, um cigarro atrás do outro e não tem como evitar que o mundo se vá com eles, mas talvez é disso que eu preciso. Me levantei para pegar um café, enquanto eu lavava minha caneca, novamente me lembrei dela, quando estava aqui em casa, ficava me olhando enquanto eu lavava a louça, era tão estranho, mas era bom, e enquanto eu olhava de volta, ela dava um sorriso bobo, que eu por sinal, adorava.
Após preparar meu café, sentei para ler um pouco, e nem isso eu consigui fazer direito, no meio da leitura, eu tentava separar meus pensamentos em duas vertentes, para que eu pudesse assimilar o que eu estava lendo. Porém novamente ela voltava a invadir meus pensamentos, eu não sabia mais o que fazer, ela realmente dominou meus pensamentos, desmoronou meu muro o levando as cinzas, transformando o que antes era puro ódio de si mesmo, em uma calmaria e romantismo inigualável. E até mesmo na hora de dormir, ou enquanto eu durmo, só estava ela na minha mente e mais ninguém, eu não conseguia pensar direito nem em mim mesmo.
Balanço a cabeça em desgosto para mim mesmo. Não é bem um desgosto, mas talvez um medo de me envolver demais, de me magoar demais um dia, ou até mesmo de amar demais.





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